quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pense e repense:


Dando uma olhada numa apostila sobre atualidades que tenho em casa, encontrei um trecho que diz o seguinte:


"Quanto mais o ser humano se organiza, tornando suas sociedades mais complexas e competitivas, a degradação ambiental aumentava na mesma proporção."




Não queria ser catastrófico, mas acho que a boiada tá indo pro brejo...rs. Reflitam bem no conteúdo deste trecho... abraços




quarta-feira, 15 de abril de 2009

Começando

Boa noite,
Acho que essa seria a primeira verdadeira postagem feita nesse blog neh?
PORQUE A ANTERIOR FOI SÓ UM "ENCHE LINGUIÇA" rsrs
Afinal vocês devem estar se perguntando:
- Porque uma pessoa "do nada" resolve fazer um blog sobre meio ambiente??????
Bom a melhor resposta sobre isso é que percebi que meio ambiente não é apenas mico- leão- dourado em extinção ou muito menos plantar um árvore no jardim e pronto, fiz a minha parte!!!
Após perceber a gravidade dos fatos como poluição, água, efeito estufa e etc, resolvi começar a fazer o Curso de Técnico Ambiental em Jaboticabal no SENAC e o nossos primeiro projeto seria fazer um blog sobre MEIO AMBIENTE, portanto eu (Anne) e meu parceiro de aula (Otto) estamos aqui para passar não só informações mas criar um ciclo de debates , indignações, opiniões, dicas e até desabafo se precisar hahahaha ,claro, sobre Meio Ambiente.
A cada dia um de nos ira postar, hj a responsa está em minhas mãos =D

Bom vamos começar neh ....


Abaixo um vídeo de conscientização do que está acontecendo hoje....

E ai vai ficar parado?

Até qndo você vai continuar destruindo o meio ambiente? até o mundo acabar?

Ta esperando o que?

Por Anne Caroline

Beijos

terça-feira, 14 de abril de 2009

ESVERDEANDO...


Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.